A tampografia é uma técnica essencial para a personalização de precisão em objetos tridimensionais, peças técnicas e produtos de formato irregular. No entanto, em um mercado que exige cada vez mais eficiência, cada componente conta — e o tampão de silicone é o coração desse processo.
Embora o custo unitário do tampão possa parecer baixo se comparado ao valor de uma máquina, sua degradação prematura é um dos maiores gargalos de produção, impactando diretamente o custo por peça impressa e gerando refugo. O tampão de silicone não é apenas um consumível; é um ativo operacional que, quando bem cuidado, maximiza o lucro.
A boa notícia é que, com um plano de manutenção preditiva e o conhecimento da química correta, é totalmente possível dobrar a vida útil do seu tampão.
A seguir, detalhamos os 3 passos essenciais para proteger seu investimento e garantir a máxima precisão da sua linha de tampografia.
Passo 1: Limpeza Química Inteligente e Imediata
O erro mais comum na tampografia é usar solventes inadequados na limpeza, ou postergar a remoção da tinta.
A Agressão Química
O silicone é um polímero. Quando exposto a solventes muito agressivos ou incompatíveis com a base química da tinta, ele sofre degradação, inchaço (perda de densidade) e rachaduras. Essa incompatibilidade química faz com que o tampão perca sua geometria original e sua dureza (shore), comprometendo a transferência da imagem.
A Solução:
- Compatibilidade é a Chave: Utilize um solvente de limpeza que seja quimicamente compatível com a linha de tinta Marabu que você está utilizando. Isso garante que o solvente consiga remover o resíduo da tinta sem atacar o polímero do tampão.
- Limpeza Pós-Uso Imediata: A tinta seca rapidamente nos tampões (especialmente tintas de cura rápida ou UV), tornando sua remoção mais difícil e exigindo solventes mais fortes depois. Limpar o tampão imediatamente após o uso é a forma mais suave e eficaz de preservá-lo.
- Movimentos Suaves: Evite esfregar o tampão com força excessiva. O atrito desnecessário pode causar microfissuras e acelerar a degradação da superfície, o que impacta na resolução da imagem.

Passo 2: O Protocolo de Armazenamento e Descanso
A maneira como o tampão é guardado fora de uso é tão importante quanto a forma como ele é limpo. O silicone possui uma “memória” física e pode se deformar sob pressão.
Preservando a Geometria do Silicone
A deformação é o inimigo silencioso da precisão. Um tampão deformado não consegue se conformar uniformemente à imagem do clichê nem à superfície do produto, resultando em falhas de impressão (ghosting ou distorção).
- Evite a Pressão: Nunca empilhe tampões nem os armazene sob o peso de outros objetos. A regra é clara: o tampão deve ser armazenado sem sofrer qualquer compressão ou tensão.
- Armazenamento Adequado:
- Temperatura e Luz: Guarde os tampões em um local fresco e seco, longe da luz solar direta. A radiação UV e o calor excessivo aceleram o envelhecimento e a perda de elasticidade do silicone.
- Suporte Neutro: O ideal é que os tampões sejam pendurados por um orifício de montagem ou dispostos em bases planas e neutras (sem produtos químicos), permitindo que o silicone “descanse” e mantenha sua forma geométrica original.
- Descanso Rotativo: Se você usa o mesmo tampão intensamente, considere ter um conjunto de rodízio para que cada peça tenha um período de descanso entre os ciclos de produção.
Passo 3: Inspeção Preditiva e Dureza (Shore)
A manutenção preditiva na tampografia exige que você inspecione seus ativos antes que a falha aconteça na linha de produção.

Sinais de Desgaste e Perda de Precisão
Com o uso e o ciclo de limpeza, o tampão pode desenvolver:
- Fissuras/Rachaduras: Sinais de que o polímero está degradado, levando a vazamento de tinta e falhas na imagem.
- Perda de Dureza (Shore): O tampão pode amolecer, comprometendo a precisão, ou endurecer demais, impedindo a correta adaptação à superfície.
- Superfície Pegajosa: Isso geralmente é um sinal de ataque químico ou armazenamento inadequado, prejudicando a liberação da tinta.
Ação Preditiva:
- Inspeção Semanal: Estabeleça uma rotina semanal para inspeção visual detalhada de todos os tampões em uso.
- Teste Simples: Faça uma impressão de teste em um substrato plano para verificar se há alguma distorção no centro ou nas bordas da imagem, indicando perda de geometria
A Sinergia Final: Tinta de Qualidade e Manutenção
O desempenho do tampão está intrinsecamente ligado à qualidade da tinta. Um bom pad só atinge seu potencial máximo com a formulação química correta.
As linhas de tintas de tampografia da Marabu são desenvolvidas para máxima performance e consistência, com insumos de qualidade que facilitam a limpeza preditiva:
- TPX: A solução curinga para diversos plásticos e substratos.
- TPL: Tintas de secagem rápida e alta resistência.
- PP: Linha para polipropileno.
Ao adotar estes 3 passos essenciais, você não apenas protege um componente caro, mas garante a estabilidade do seu KPI de custo por peça, otimizando a manutenção e melhorando a eficiência de produção.
Fale com nossa equipe de especialistas e conheça as soluções em tintas da Marabu.





