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O Fim do “Olhômetro” — Como Evitar o Retrabalho Devido a Tons Fora do Gamut​

maio 20, 2026 | Dicas

Acertar a cor exata exigida por uma marca é o fator decisivo para garantir a velocidade com rentabilidade ao atender clientes corporativos. Neste artigo, vamos desmistificar o gargalo da impressão de grandes formatos: a reprodução fiel de cores de marca.

Ao tentar atingir um tom especial na base da tentativa e erro é a forma mais rápida de consumir horas de setup, desperdiçar substrato e destruir a margem de lucro do seu pedido. Vamos mostrar por que há dificuldade para reproduzir as cores aprovadas pelo seu cliente. 

O Problema Físico: Entendendo o Gamut 

O principal conflito na aprovação de materiais gráficos nasce de uma diferença física na reprodução de cores. O seu cliente, geralmente, aprova a arte olhando para um monitor retroiluminado que trabalha no sistema RGB (luz), ou exige a reprodução de uma cor sólida do catálogo Pantone. No entanto, a sua máquina trabalha depositando pigmentos físicos no sistema CMYK. 

Cada dispositivo possui um Gamut — que é o limite do espaço de cores que ele consegue reproduzir. O Gamut do padrão CMYK é visivelmente menor que o do RGB. Quando o cliente exige uma cor que está “fora do Gamut” da sua impressora, o software tentará simular o tom aproximando-o, o que muitas vezes resulta em cores “sujas” ou opacas. É fisicamente impossível alcançar certas cores sem as ferramentas e os insumos corretos. 

A Matemática da Cor 

Para clientes corporativos rigorosos, a cor não se discute, mede-se. É aqui que entra o conceito de ΔE (Delta E), uma fórmula matemática que mede a distância exata entre a cor exigida pelo cliente e a cor que efetivamente saiu na impressão. 

Líderes globais em ciência da cor, como a X-Rite e a Datacolor, provam através de estudos na indústria que a única forma de garantir a padronização e um ΔE baixo é através do uso de espectrofotômetros. Adotar a medição instrumental garante que o lote impresso em janeiro seja exatamente igual ao impresso em dezembro, evitando devoluções. 

Calibração vs. Perfil ICC: Onde as Gráficas Erram 

A automação gráfica trouxe velocidades incríveis, mas como aponta o especialista em engenharia de impressão Ary Luiz Bon, “uma máquina rápida e descalibrada apenas gera refugo em tempo recorde”. 

Muitas empresas falham ao tentar criar um Perfil de Cor (ICC) sem antes calibrar a densidade da impressora. A linearidade tonal serve para definir o limite exato de tinta (ink limit) que o substrato suporta. Se a máquina joga tinta em excesso para tentar “escurecer” um tom, você está literalmente jogando dinheiro fora e comprometendo a secagem. Primeiro, ajusta-se a carga de tinta para economizar; só depois o Perfil ICC é criado para “traduzir” as cores corretamente. 

A Qualidade do Insumo: Ampliando os Limites 

Você pode ter o melhor espectrofotômetro e o perfil ICC mais afinado do mercado, mas se a sua tinta for de baixa qualidade, o seu Gamut continuará restrito. A química do insumo é o limite físico da sua máquina. 

Desta forma, se faz necessário utilizar tintas digitais de qualidade, como exemplo citamos a Mara®Jet, a qual possui uma densidade de pigmentação muito superior à média do mercado, a química da Marabu “amplia” naturalmente o Gamut do seu equipamento. Isso permite alcançar tons vibrantes e cores especiais (Spot Colors) que tintas comuns simplesmente não atingem, reduzindo o tempo de setup e eliminando os retrabalhos e refugos por falhas na qualidade. 

A qualidade do seu insumo dita a velocidade do seu crescimento. Invista em precisão e descubra na prática por que a Marabu entrega Qualidade que rende e Economia que conta. 

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